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Réu por feminicídio de gestante vai a júri popular em Cruz Alta nesta terça-feira (23)

Acusação sustenta que Thiago matou a companheira Jéssica Alf de forma covarde, com uso de meio cruel, sem chance de defesa e por motivo fútil - ciúmes.

Matéria Publicada em: 21/06/2026
Foto/montagem - Ijuí News - Vítima/AP.

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O Tribunal do Júri da Comarca de Cruz Alta realiza nesta terça-feira (23/6), a partir das 9h, o julgamento de Thiago Santos da Silva, acusado de matar a companheira, Jéssica Alf Pereira, de 33 anos, crime ocorrido em novembro de 2024 e que teve grande repercussão no RS.

De acordo com a denúncia do Ministério Público (MP), o feminicídio ocorreu na noite de 12 de novembro de 2024, na residência do casal, localizada na Rua Alois Olders, no bairro Abegay I, em Cruz Alta. O corpo da vítima foi encontrado no banheiro da casa no dia seguinte.

Segundo a acusação, Jéssica foi agredida com um instrumento contundente, sofrendo graves lesões na cabeça, na medula espinhal e em estruturas da coluna vertebral, ferimentos que causaram sua morte.

O Ministério Público destaca que a vítima estava grávida de aproximadamente seis semanas e mantinha relacionamento com o acusado havia cerca de três meses.

Conforme a denúncia, após o crime, Thiago teria arrastado o corpo da companheira até o banheiro da residência, onde o deixou antes de sair do local. A acusação sustenta que o réu agiu com extrema violência, impondo intenso sofrimento à vítima, motivo pelo qual o homicídio foi qualificado pelo emprego de meio cruel.

O acusado também responde pelas qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. Para o Ministério Público, o crime teria sido motivado por ciúmes excessivos e pela inconformidade do réu diante de supostas traições da companheira.

As investigações apontaram ainda que, após o assassinato, Thiago procurou atribuir o crime a uma suposta invasão de traficantes à residência. A versão, no entanto, não convenceu os investigadores, que aprofundaram as apurações até obter elementos que levaram à confissão do acusado e à decretação de sua prisão preventiva.

O julgamento será realizado no Fórum de Cruz Alta e caberá ao Conselho de Sentença decidir sobre a responsabilidade criminal do réu pelas acusações apresentadas pelo Ministério Público.

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