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Brigadianos expulsos da corporação são condenados a 24 anos de prisão por morte em São Gabriel

Júri de 5 dias definiu as condenações dos três ex-PMs julgados pela morte do jovem Gabriel Cavalheiro, de 18 anos, em 2022. Eles também devem indenizar a família da vítima em R$ 100 mil.

Matéria Publicada em: 04/07/2026
Bancada de acusação, familiares da vítima, e os ex-PMs condenados. Reprodução e MPRS.

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Os três ex-policiais militares acusados pela morte de Gabriel Marques Cavalheiro, aos 18 anos de idade, foram condenados cada um a 24 anos de prisão, em regime fechado, pelo Tribunal do Júri de São Gabriel. A sentença saiu na madrugada deste sábado (4/7), após cinco dias de julgamento no Fórum do município.

Os ex-Brigadianos Arleu Jacobsen, Cleber Lima e Raul Veras Pedroso foram condenados por homicídio qualificado pelo motivo fútil e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima.

Além da pena de prisão, a juíza presidente do Tribunal, Liz Grachten, determinou a perda dos cargos públicos e o pagamento de indenização de R$ 100 mil à família de Gabriel. Os três, que estão presos desde 2022, não poderão recorrer em liberdade.

Os jurados acolheram a tese apresentada pelo Ministério Público de que os policiais assumiram o risco de provocar a morte do jovem durante uma abordagem.

Ao longo dos cinco dias de julgamento, foram ouvidas 17 testemunhas, além dos interrogatórios dos três réus. Também foram realizadas duas inspeções judiciais no local dos fatos, uma durante o dia e outra à noite, para que os jurados pudessem visualizar o cenário onde ocorreram os acontecimentos.

O caso julgado

Gabriel Marques Cavalheiro desapareceu na noite de 12 de agosto de 2022, após ser abordado por policiais militares durante o atendimento de uma ocorrência em São Gabriel.

Segundo a denúncia do MPRS, o jovem foi agredido, colocado na viatura da Brigada Militar e posteriormente morto. O corpo foi localizado sete dias depois, em 19 de agosto, em um açude na localidade de Lava Pé.

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