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O Tribunal do Júri da Comarca de Ijuí realiza nesta quinta-feira (16/7), a partir das 13h, o julgamento de Davi Felipe da Silva, de 24 anos, acusado de tentativa de homicídio qualificado contra três policiais militares da Brigada Militar.
Os fatos ocorreram na noite de 24 de setembro de 2020, nas proximidades do cemitério do bairro Getúlio Vargas.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o réu efetuou disparos de revólver contra três policiais militares que participavam de uma ação no local. Nenhum dos agentes foi atingido. Conforme a acusação, os disparos tiveram como objetivo assegurar a impunidade de outros crimes investigados, entre eles associação para o tráfico de drogas, tráfico de entorpecentes e posse ilegal de arma de fogo.
O Ministério Público sustenta ainda que, até a data dos fatos, Davi integrava uma associação criminosa voltada ao tráfico de drogas no bairro Getúlio Vargas II, ao lado de Pablo Guterres Rolim, de 32 anos, Grasiele Rodrigues e outros indivíduos, inclusive apenados. O grupo, segundo a denúncia, atuava principalmente na comercialização de crack e cocaína.
Ainda conforme a acusação, Davi exercia a função de segurança armado da denominada "boca de fumo" localizada no ponto conhecido como "Buraco do Getúlio", sendo responsável por proteger o local, dar ordens aos demais integrantes e também realizar a venda de entorpecentes aos usuários.
Já Pablo Guterres Rolim e Grasiele Rodrigues são apontados como responsáveis pela comercialização das drogas e pela vigilância da movimentação externa do ponto de tráfico.
Segundo a denúncia, os crimes vieram à tona durante averiguações realizadas pela Brigada Militar na região. Ao perceber a aproximação dos policiais, Davi teria efetuado os disparos, dando início ao confronto. Na troca de tiros, o acusado foi baleado em uma das mãos e no joelho. Pablo Rolim também foi atingido, em uma das pernas. Todos foram presos em flagrante na ocasião.
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