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Defesa de advogada presa em Ijuí acredita em inocência e prepara medidas no processo

Criminalista José Elias assumiu a defesa da investigada e afirmou que está analisando os autos, que tramitam sob segredo de Justiça. "Estamos confiantes na inocência dela" diz o advogado.

Matéria Publicada em: 09/09/2026
Defesa de advogada presa em Ijuí acredita em inocência e prepara medidas no processo
Fotos: Arquivo

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O escritório do advogado criminalista José Elias assumiu a defesa da advogada P. Batista F., presa preventivamente no âmbito de uma investigação policial que apura suspeitas de submissão de pessoas à condição análoga à de escravo, tráfico interno de pessoa, crimes contra a liberdade pessoal, entre outros possíveis.

Advogada de Ijuí é presa preventivamente em investigação sobre cárcere privado e exploração sexual

José Elias disse ao Ijuí News que está analisando o processo, que tramita sob segredo de Justiça, para definir as medidas jurídicas que serão adotadas pela defesa.

Nesta primeira análise dos autos, acreditamos na inocência da investigada e vamos buscar prová-la”, afirmou o criminalista.

O advogado também sustentou que a investigada não teve participação nos fatos atribuídos a ela. “Vamos atuar de forma combativa nesse caso para resolver o grande equívoco que ocorreu. Ela exercia a profissão e, em hipótese alguma, participaria de algo semelhante aos fatos investigados. É uma pessoa sem antecedentes, que sempre atuou de forma correta na profissão, demonstrando alta capacidade técnica em atuações perante o Poder Judiciário, em todas as instâncias", declarou.

Investigação começou após ação em estabelecimento

A prisão da advogada está relacionada a uma investigação decorrente de uma ação realizada em agosto por órgãos do Ministério Público, pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Ijuí e por outros órgãos da rede de atendimento. Na ocasião, um estabelecimento onde, segundo as autoridades, ocorria prostituição, na Zona Sul de Ijuí, foi interditado.

Após as diligências, a Polícia informou que, em momentos distintos, duas mulheres foram retiradas do local por estarem supostamente submetidas às condições investigadas. Na mesma ação, um segurança foi preso em flagrante e outros dois suspeitos foram encaminhados às autoridades.

De acordo com a investigação, P. Batista F. teria participação no grupo relacionado às atividades desenvolvidas no estabelecimento. Na condição de advogada, ela também teria prestado assistência às duas mulheres, retiradas do prostíbulo, durante atendimento no Ministério Público e assumido o compromisso de encaminhá-las de forma segura aos familiares.

Ainda segundo os elementos reunidos pelos investigadores, o encaminhamento, porém, não teria ocorrido conforme acordado. As mulheres teriam sido levadas para outro estabelecimento onde também ocorria prostituição, na região de Planalto (RS). A situação posteriormente teria resultado em outra denúncia às autoridades.

Em nova ação policial desencadeada, uma das mulheres relatou às autoridades ter sido ameaçada de morte pela advogada durante o deslocamento caso voltasse a procurar a Polícia. A suposta ameaça e os demais elementos reunidos na investigação estão entre as circunstâncias relacionadas ao pedido de prisão preventiva, que foi deferido pela Justiça e posteriormente mantido após audiência de custódia. A defesa contesta essas suspeitas e afirma acreditar na inocência da investigada.

O caso permanece sob investigação e as suspeitas atribuídas à advogada não representam condenação. Em razão do segredo de Justiça, outros detalhes do processo não foram divulgados.
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