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Em meio ao tratamento contra o câncer, paciente realiza sonho de casamento no HCI

O casamento de Luciana e Adriano, seu companheiro há mais de 10 anos, aconteceu ao lado dos filhos, Eduardo, de 9 anos, e Hebert, de 18, no auditório da instituição.

Matéria Publicada em: 09/10/2026
Em meio ao tratamento contra o câncer, paciente realiza sonho de casamento no HCI
Foto: Reprodução/HCI.

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A tarde desta sexta-feira (9/10) foi especial para Luciana Aparecida Vieira, de 37 anos. Internada no Hospital de Clínicas Ijuí (HCI) para o tratamento de um adenocarcinoma gástrico, diagnosticado em junho de 2025, ela realizou um desejo que precisou ser adiado: o casamento com Adriano, seu companheiro há mais de dez anos. Ao lado dos filhos, Eduardo, de 9 anos, e Hebert, de 18, Luciana viveu a cerimônia no auditório da instituição, cercada pela família e pelos profissionais que ajudaram a tornar a celebração possível.

O vestido, comprado para a cerimônia originalmente planejada, pôde finalmente ser usado. Cabelo, maquiagem, decoração e outros detalhes foram preparados com o envolvimento da equipe do 5º piso, onde Luciana está internada.

O casamento estava marcado para 27 de setembro deste ano, dois dias após o aniversário dela. Local, fotógrafo e vestido já estavam definidos. No entanto, no dia 22, Luciana precisou ser internada e decidiu cancelar a cerimônia.

Ao conhecer a história e o desejo da paciente, a equipe se mobilizou para que o casamento pudesse acontecer dentro do HCI, resgatando detalhes da celebração que ela havia planejado. “Eu estou muito feliz, apesar de não ser como sonhei e planejei. A equipe comprou a ideia e eu aceitei de uma maneira linda e maravilhosa, porque vejo nos olhos delas o quanto estão felizes e empolgadas em fazer isso acontecer”, conta Luciana.

Cuidado que vai além do tratamento

Para a enfermeira gestora do 5º piso do HCI, Andressa Massaia, a mobilização traduz uma forma de cuidado que ultrapassa os procedimentos assistenciais. “Entendemos que cuidar de um paciente vai muito além do procedimento clínico, do diagnóstico e da medicação. Tentamos entender um pouco da vida dele e, no caso dela, trazer esperança”, afirma.

Segundo Andressa, toda a equipe se envolveu nos preparativos. “Ver o sorriso da paciente, o brilho nos olhos dela e a família renovada com essa energia, para nós, é o que mais importa na integralidade do cuidado”, destaca.

Uma história de encontros

Luciana começou a sentir dores e desconforto no estômago em junho de 2025. Na época, morava em Santo Ângelo e procurou atendimento no Hospital Militar do município.

O médico Alencar Castoldi insistiu na realização de novos exames e de uma biópsia após uma investigação anterior não ter identificado a doença. A iniciativa foi decisiva para a confirmação do diagnóstico. “Eu digo que, se ele não tivesse insistido, talvez eu não tivesse mais nem três meses de vida, porque foi muito rápida a proliferação. O câncer cresceu muito rápido e eu tive a possibilidade de conseguir tratar, de ficar bem”, relembra.

Meses depois, paciente e médico voltaram a se encontrar no HCI, onde Alencar realiza residência médica. “Deus colocou ele onde tinha que estar e eu onde tinha que estar. Fiquei muito feliz por encontrar ele nesse tratamento”, diz Luciana.

Para o médico, a história também reforça o significado de um cuidado que considera a pessoa para além da doença. “Às vezes, não podemos mudar o rumo de uma doença, mas podemos transformar a maneira como alguém vive cada momento dessa jornada. Hoje, mais uma vez, fui lembrado do porquê de ter escolhido ser médico. Levo comigo não apenas a responsabilidade de cuidar, mas também uma profunda gratidão por fazer parte de histórias tão humanas e especiais”, afirma Castoldi.

Depois de viver o casamento que precisou adiar, Luciana resumiu o significado da celebração e deixou uma mensagem para outras pessoas que enfrentam momentos difíceis. “É um momento glorioso. Eu sempre sonhei com isso, ter as nossas alianças ungidas pelo Espírito Santo, fortalecendo toda a fé que temos, que é muita. Eu acredito que o amor, a esperança e a fé movem montanhas. Nunca percam a esperança”, completa a paciente.

Fonte: HCI - publicação original AQUI

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