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O município de Ijuí contará com uma casa de abrigamento regional destinada a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. A estrutura terá endereço mantido em sigilo por razões de segurança e será dirigida por Débora Oliveira, idealizadora do Núcleo Trama Feminina, iniciativa voltada ao fortalecimento das mulheres.
A implantação do serviço vem sendo articulada desde julho deste ano. Segundo Débora, o convite para assumir a direção está relacionado ao trabalho desenvolvido no núcleo, que atua no acolhimento e no apoio às mulheres.
A iniciativa conta com o apoio do Governo do Estado do RS. Conforme publicação no Diário Oficial do Estado (DOE) de 15 de outubro de 2026, o Termo de Colaboração FPE nº 3759/2026, firmado por meio da Secretaria da Mulher com a Associação Vivendo Atos 29, prevê a oferta de 126 vagas de abrigamento em serviço regionalizado de acolhimento institucional provisório de alta complexidade.
O investimento previsto é de R$ 6.804.000,00, com repasses em quatro parcelas ao longo de 12 meses. A associação é responsável por iniciativas humanitárias, entre elas a Casa de Acolhimento Oásis.
Atendimento será regionalizado
O abrigo de Ijuí atenderá mulheres vítimas de violência doméstica da região das Missões, não sendo destinado às moradoras do próprio município. Mulheres de Ijuí que necessitarem de acolhimento emergencial serão encaminhadas para estruturas sigilosas em outras cidades.
A medida busca preservar a segurança das acolhidas, mantendo-as afastadas de seus agressores e reduzindo os riscos de localização. O endereço da casa não será divulgado para proteger as mulheres e seus filhos.
A implantação da estrutura física está prevista para começar em 3 de novembro.
Seleção de profissionais e campanha de doações. A casa contará com uma equipe multidisciplinar, incluindo psicólogas e assistentes sociais. O processo seletivo deverá envolver análise curricular e entrevistas.
As profissionais interessadas podem consultar as orientações e o endereço de e-mail para envio de currículos no perfil de Débora Oliveira no Instagram, @adeboraoliveira.
Para equipar o espaço, também será promovida uma campanha de arrecadação de móveis e utensílios em bom estado. Entre os itens necessários estão camas de solteiro e de casal, roupeiros e equipamentos e utensílios para a cozinha.
A partir de 2027, a direção pretende articular, junto a representantes políticos, a destinação de recursos para garantir a manutenção do serviço de forma permanente.
Objetivo é promover autonomia e romper o ciclo da violência
Além de oferecer proteção imediata, o projeto pretende criar condições para que as mulheres acolhidas reconstruam suas vidas com segurança e independência.
A proposta prevê a articulação com o Sistema Nacional de Emprego (Sine), empresas parceiras e instituições que oferecem cursos profissionalizantes, com o objetivo de ampliar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho.
A iniciativa busca contribuir para a autonomia psicológica e financeira das mulheres, reduzindo a dependência em relação aos agressores e evitando que precisem retornar a situações de violência por falta de alternativas.
Para Débora Oliveira, o abrigo deverá representar um primeiro espaço de acolhimento e proteção para mulheres que não têm para onde ir, mas também oferecer caminhos para a reconstrução de suas vidas.
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