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Cérebro em constante aprendizagem

Por, Liane Maria Fiorim Comerlato

Matéria Publicada em: 16/01/2017

     O indivíduo percebe o mundo a partir das sensações que o cercam. Esse mecanismo é ativado a partir dos cinco sentidos. Cada sentido desenvolve-se de acordo com a idade mental de cada indivíduo, bem como sua estrutura cerebral. Setores diferenciados do cérebro controlam cada sensação.

     O processo de aprendizagem acontece a partir de experiências que podem ser organizadas em cinco níveis de crescentes graus de complexidade, organizados segundo um caráter hierárquico de acordo com as etapas: conceituação, simbolização, formação de imagens, percepção e sensação.

    A possibilidade da vivência de cada uma destas experiências está relacionada à vivência do nível anterior, revelando-se, assim, seu caráter hierárquico.

    Esta interdependência cria nos seres humanos hierarquias que fornecem a capacidade de aprender e associar o conhecimento. A relação acontece nos neurônios naturais e a capacidade de processamento encontra-se nas sinapses.

   Mesmo os estímulos mais simples podem ser memorizados por repetição, mais ainda quando se pratica qualquer atividade mental com satisfação, com prazer, temos a liberação de glutamato, que através das sinapses, acessam uma rede inteira de neurônios, pegando as partículas de memórias, juntando-as e promovendo a aprendizagem.

    Daí a grande importância em realizar atividades que estimulem as redes neurais com diversos estímulos como leitura diária, conteúdos pedagógicos, jogos estratégicos, movimentos físicos, sinalizando que mesmo os estímulos mais tediosos podem ser memorizados por repetição.

   Já foi observado que, quando não estimulamos nossos aprendentes para que participem por livre e espontânea vontade das ações pedagógicas o conhecimento fica comprometido. Mas não basta apenas estimulá-los, temos que saber como fazer acontecer, realizar a apresentação das tarefas percorrendo todo este caminho de forma suave e tranquila, e fazer que todos, sem exceção, aprendam, propondo a aprendizagem de formas diferentes e variadas.

    Como vimos, o cérebro é uma entidade que está em constante interação com o meio através de estímulos que vem a facilitar ou dificultar a memorização.

   Sendo o cérebro uma entidade biológica com grande plasticidade, devemos ajudá-los a desenvolver o poder da memorização através dos planos de trabalho docente adequados às reais necessidades dos educandos, de acordo com a capacidade de armazenamento, construção de informações e experiências, para quando associadas corretamente possibilitar a aprendizagem, sempre respeitando a maturação e dificuldades de cada indivíduo.

Liane Maria Fiorim Comerlato

Professora com formação em Letras/ Especialista em Gestão Escolar e Psicopedagogia.

Psicopedagoga/Docente especialista - Psicoclínica

F: (55) 3332-7826 (55) 98452-6624

Brito lateral 2020