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Arma de fogo no plenário da Câmara de Ijuí? Mandato Coletivo divulga carta aberta  sobre a questão

A vereadora Bruna Gubiani não identificou em sua fala a pessoa suspeita, nem o fez na carta aberta.

Matéria Publicada em: 20/05/2021
Imagem reproduzida da página do Facebook de Bruna Gubiani.

A vereadora Bruna Gubiani, titular do mandato Coletivo Democrático (É as Gurias) da Câmara Municipal de Ijuí, pelo PCdoB, levantou  uma polêmica a partir de solicitação de "questão de ordem" durante a sessão plenária legislativa de segunda-feira (17/5).

A vereadora diz ter solicitado apoio à Mesa e ao jurídico da Casa, mais como esclarecimento, sobre a possibilidade/legalidade de circulação de pessoa portando arma de fogo em plenário durante a sessão.

A edil não identificou em sua fala a pessoa suspeita, nem o fez na carta aberta:

Leia a íntegra da carta aberta divulgada na rede social Facebook, perfil de Bruna Gubiani.

É As Gurias - mandato coletivo

Escrevemos esta carta a todos e todas os cidadãos e cidadãs ijuienses, especialmente aos que, assim como nós, acreditam que o diálogo, respeito aos direitos e o respeito às pessoas devam ser preservados, sendo o único caminho para a convivência em sociedade.

Durante a sessão plenária desta segunda-feira (17.05) a representante do nosso mandato suscitou na tribuna do plenário – como de praxe na casa – uma questão de ordem, onde solicitou à mesa e apoio jurídico da casa um esclarecimento sobre a possibilidade de circular no plenário durante a sessão solene portando arma de fogo, encerrando assim sua fala e dirigindo-se à bancada. No momento posterior um vereador acusou-se como portador de arma de fogo salientando que no momento portava um carregador com balas da mesma. Cabe salientar que a vereadora não mencionou o nome de nenhum colega, não acusando ninguém.

Portar carregador de arma de fogo, bem como arma de fogo em espaço de debate de ideias e projetos políticos que devem ser permeados por argumentos e não armamento e acessórios é postura fascista de cunho intimidatório que procura cercear o debate através da intimidação e ofensiva contra a integridade física dos eleitos.

Nas postagens em redes sociais e veículos de comunicação como na própria transmissão ao vivo da sessão houve uma série de comentários homofóbicos, machistas e de cunho sexual que perpassam o direito de livre manifestação de opinião, caracterizando-se como crime. Nosso projeto político perpassa por uma sociedade democrática e capaz de seguir a ordem.

Acerca dos comentários o mandato está tomando as medidas cabíveis - e o fazemos para lembrar e reafirmar que vivemos em um estado democrático de direito em que há deveres e direitos a serem cumpridos e respeitados, em que crimes relacionados a gênero, raça e orientação sexual serão processados.

É muito grave a tentativa de intimidação para prejudicar o debate político, recebemos com muita estranheza a violenta resposta dada por alguns vereadores ao pedido de ordem em questão e seus desdobramentos lamentáveis são uma demonstração clara da situação de quase barbárie que estamos vivendo - e isso diz respeito a todos e todas nós.

Na democracia, nossas armas devem ser os argumentos, as informações, as propostas e o debate.

Afirmamos: Não passarão!

Ana Carolina Monteiro – Bruna Gubiani – Etienne Raseira – Luciana BohrerTarcila Padilha

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