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Ministério da Saúde recua e recomenda suspensão de vacinação de adolescentes contra a Covid

Prefeitura de Ijuí iniciou hoje a vacinação de adolescente, de 17 anos. Orientação do MS é vacinar menores de 18 anos apenas com deficiências permanentes, comorbidades ou privados de liberdade.

Matéria Publicada em: 16/09/2021
Ijuí iniciou a vacinação de adolescentes nesta tarde de quinta (16/9). Foto: Abel Oliveira.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, confirmou em coletiva na tarde desta quinta-feira (16/9) que o governo federal decidiu suspender a recomendação de vacinar irrestritamente adolescentes entre 12 e 17 anos. A orientação do Ministério é que só sejam vacinadas pessoas nessa faixa etária com deficiências permanentes, comorbidades ou privadas de liberdade. Antes, no último dia 2, o MS havia publicado uma nota recomendando a vacinação de todo o público.

"É importante seguir as orientações do Plano Nacional de Imunização (PNI). A nota técnica fala da vacinação de adolescentes com comorbidades e privados de liberdade. Não tem como o Ministério da Saúde assumir situações fora do orientado pelo PNI. Não apliquem vacinas que não tem autorização da Anvisa", afirmou o ministro. 

O Estado do RS, e o município de Ijuí, que iniciou a vacinação de adolescentes de 17 anos nesta quinta-feira (16/9), ainda não se manifestaram sobre o recuo do Ministério da Saúde na vacinação dessa faixa etária.

Durante a coletiva, Queiroga afirmou que "de forma intempestiva" quase 3,5 milhões de crianças e adolescentes entre 12 e 17 anos foram vacinados. Deste público, 1,5 mil apresentaram eventos adversos.

Ele criticou os Estados que iniciaram as aplicações antes da data prevista na nota técnica anterior. "Quem fica surpreso sou eu porque essa vacinação em adolescente era para ter começado no dia 15. Inclusive, foram feitas imunizações com vacinas fora das recomendações da Anvisa. Quero a colaboração dos secretários de Saúde para seguir as orientações da Anvisa", afirmou. 

O ministro explicou que a mudança foi feita "por conta dos eventos adversos e porque o próprio Reino Unido retirou (...). A evidência científica não é sólida. "Queiroga destacou ainda que aqueles adolescentes que já tomaram a primeira dose não devem completar o esquema vacinal, exceto se fizerem parte dos grupos prioritários. A nova orientação vale “até que se tenha mais evidências para seguir adiante”.

Os adolescentes com comorbidades que receberam a primeira dose da vacina que não a da Pfizer também terão o esquema vacinal interrompido, segundo a recomendação do Ministério. "Não vou autorizar intercambialidade de doses nessa faixa etária", disse Queiroga.

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